
A nostalgia é diferente da saudade, enquanto esta é finita, a nostalgia é um sentimento que, assim como as sanguessugas, não se satisfaz. Na saudade, o reencontro dá satisfação, na nostalgia dá mais nostalgia.
O ser nostágico vê-se como superior, pois ao explanar sua convivência com situações, de interessantes a idiotas, que ele julga perfeitas salientando o fato de ter envolvido-se com elas, deixa evidente que nós, que estamos apenas a ouvir passivamente o ocorrido, somos inferiores pois não participamos daquele momento e jamais poderíamos ter a oportunidade de vivenciar uma igual.
O maior sacrilégio a ser cometido por um ouvinte passivo diante do ativo nostálgico é tentar ser ativo também. Se discordar da perfeição não há legitimidade pois sua ausência descarta suas opiniões. Se concordar quanto ao caráter inesquecível ou singular da situação, o locutor deixará bem claro que você jamais terá aquele privilégio. Se tentar contar um caso seu, logo será interrompido por mais detalhes sobre tal momento nostálgico. Não há como escapar da nostalgia alheia sem ser confundido com uma pessoa que odeia o passado, a não ser sorrindo e utilizando-se do silêncio.
Outra situação é gostar de coisas boas, mas que por coincidências já passaram. Há quem adore assistir os festivais de música da Record, onde cantavam, bem novinhos, o MPB-4, Sidney Miller, Nara e tantos outros. Daí a começar a ladainha sem aparente ocaso, do tipo: "ai, não se faz músicas assim hoje em dia...", "ah..., que pena que o Sidney morreu tão cedo..., ninguém mais hoje tem essa sensibilidade", é um outro percusso.
Acredite, hoje se faz música de qualidade sem ser re-re-regravações dos mortos, e há qualidade nas músicas internacionais (para os mais sentidos, deixo claro que me regozijo escutando um monte de músicas dos mortos brasileiros).
Não só há cinema de terror por Hitchcock e outra meia dúzia, pare de ser nostálgico, tome uma kuat, e adore coisas velhas, sem abrilhantá-las tanto, a ponto de ofuscar sua visibilidade natural.
O ser nostágico vê-se como superior, pois ao explanar sua convivência com situações, de interessantes a idiotas, que ele julga perfeitas salientando o fato de ter envolvido-se com elas, deixa evidente que nós, que estamos apenas a ouvir passivamente o ocorrido, somos inferiores pois não participamos daquele momento e jamais poderíamos ter a oportunidade de vivenciar uma igual.
O maior sacrilégio a ser cometido por um ouvinte passivo diante do ativo nostálgico é tentar ser ativo também. Se discordar da perfeição não há legitimidade pois sua ausência descarta suas opiniões. Se concordar quanto ao caráter inesquecível ou singular da situação, o locutor deixará bem claro que você jamais terá aquele privilégio. Se tentar contar um caso seu, logo será interrompido por mais detalhes sobre tal momento nostálgico. Não há como escapar da nostalgia alheia sem ser confundido com uma pessoa que odeia o passado, a não ser sorrindo e utilizando-se do silêncio.
Outra situação é gostar de coisas boas, mas que por coincidências já passaram. Há quem adore assistir os festivais de música da Record, onde cantavam, bem novinhos, o MPB-4, Sidney Miller, Nara e tantos outros. Daí a começar a ladainha sem aparente ocaso, do tipo: "ai, não se faz músicas assim hoje em dia...", "ah..., que pena que o Sidney morreu tão cedo..., ninguém mais hoje tem essa sensibilidade", é um outro percusso.
Acredite, hoje se faz música de qualidade sem ser re-re-regravações dos mortos, e há qualidade nas músicas internacionais (para os mais sentidos, deixo claro que me regozijo escutando um monte de músicas dos mortos brasileiros).
Não só há cinema de terror por Hitchcock e outra meia dúzia, pare de ser nostálgico, tome uma kuat, e adore coisas velhas, sem abrilhantá-las tanto, a ponto de ofuscar sua visibilidade natural.