sábado, 8 de dezembro de 2007

Homenagem ao ser sem fala(o)




Continua a ceder
Bicho de forte tez
Até a morte certa
ou a tua viuvez

Eu acho que a mulher casada, melhor, geralmente as grandes mulheres, as melhores mães, esposas e profissionais têm algo em comum que de qualidade passa a ser defeito que só as prejudica e a todos ajuda, a menos que tenham pena dela, é uma característica que talvez em português nem nome tenha, e que esse versinho tenta exprimir com muita humildade. É uma qualidade-defeito, um remédio-veneno, um resolve-piora problemas. É uma espécie de pára-choque.
Tudo ela faz pra que não se alcance o alvo, para que não se consume, sua razão de viver é fazer com que se viva melhor, mesmo que seja um adiamento de uma discussão, apenas o atraso. Pelo menos passou desta vez.
Neste absorver infinito, talvez de nada reclame, contenta-se com a convivência pseudo-pacífica de todos. Aí ela relaxa, apenas para se arrepender por ter baixado a guarda e ressurgir por entre os pedacinhos de Guilherme Arantes o descontentamento logo esfriado, como quem esfria o calor com uma coka. Dorme para fazer feliz, acorda para manter feliz, sofre para anuviar o sofrimento.

Desfaço-me de Freud
Não canto mais de galo
Pois mais se dá juízo
a quem lhe falta o falo

Elogio-as no gênero
Não há o que invejar
São todas parecidas
ou como essa não há?

Espero terem entendido, desta vez não escrevi, vomitei, com bílis e tudo.