sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

TADEU, PEDRO E ANA

Tadeu Schmidt é muito artificial, será que a Globo já percebeu? Querendo ser o engraçadinho ele torna-se ridículo, ele e seus 53 dentes sorrindo e fazendo piadinhas sobre futebol. Além de tudo é bairrista, trata apenas dos times do sudeste e 2 ou 3 do sul. É inegável que esses times têm mais qualidade do que a maioria dos de outras regiões, mas ele ultrapassa essas escusas e passa para um regionalismo intolerável.
Pedro Bial com toda aquele seu ar de intelectualidade deveria ter vergonha na cara e nunca mais apresentar aquela grande porcaria (se tiver algum termo pior leia-se como sendo este) de Big Brother Brasil, que estimula a doenças mentais relacionadas as sexualidade, e atitudes de voyeurismo que podem ter consequências sobre crianças e pessoas com tendências a perversões. Podem me considerar moralista, moral e direito andam juntos, mas filmar 24h uma casa de rufianismo, bordel ou análogos e expôr um bando de pervertidos que procuram a exibição pode ser encarado como crime.
É bom começarmos a pensar nesses assuntos pois essas libertinagens de modo algum podem ser encaradas como desenvolvimento da sociedade, mas a prova da doença dela. Em alguns lugares deste país ter uma filha prostituta (ou uma mãe) ainda é vergonhoso. Lá na Globo os pais vão a frente da televisão pedir que a filha continuem no bordel, que votem nela. E que os filhos permaneçam na atitude pouco viril de se utilizarem de seus corpos para conseguir algum sustento, seja satisfazendo a lascívia de mulheres ou de homens. Agora nesse antro dá de tudo, um que disse que fazia medicina, outro que era gay e poeta e citava Caetano, um que até sabia falar inglês!
Ana Maria Braga, sabe por que seu programa está tendo problemas de audiência? Porque baixou o nível. Eu assitia você quando você cozinhava, quando era engraçada ver suas trapalhadas na cozinha e suas piadas. Agora só passa besteira, tem dia que nem cozinha tem, a equipe está descompassada com a apresentadora e quando está na época da leseira do Big Brother só passa você só passa eles acordando. Infeliz é quem quer ver esse povo acordando, Ana Maria. Ouça uma pessoa que desde pequeno te acompanha e que sempre torceu por você, Ana Maria, se ligue!
Ressuscitaram a Maysa, meu Deus a atriz (ou a máscara) é igualzinha!
Abraços a todos!

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Odeio Nostalgia, Adoro Coisas Velhas


A nostalgia é diferente da saudade, enquanto esta é finita, a nostalgia é um sentimento que, assim como as sanguessugas, não se satisfaz. Na saudade, o reencontro dá satisfação, na nostalgia dá mais nostalgia.
O ser nostágico vê-se como superior, pois ao explanar sua convivência com situações, de interessantes a idiotas, que ele julga perfeitas salientando o fato de ter envolvido-se com elas, deixa evidente que nós, que estamos apenas a ouvir passivamente o ocorrido, somos inferiores pois não participamos daquele momento e jamais poderíamos ter a oportunidade de vivenciar uma igual.
O maior sacrilégio a ser cometido por um ouvinte passivo diante do ativo nostálgico é tentar ser ativo também. Se discordar da perfeição não há legitimidade pois sua ausência descarta suas opiniões. Se concordar quanto ao caráter inesquecível ou singular da situação, o locutor deixará bem claro que você jamais terá aquele privilégio. Se tentar contar um caso seu, logo será interrompido por mais detalhes sobre tal momento nostálgico. Não há como escapar da nostalgia alheia sem ser confundido com uma pessoa que odeia o passado, a não ser sorrindo e utilizando-se do silêncio.
Outra situação é gostar de coisas boas, mas que por coincidências já passaram. Há quem adore assistir os festivais de música da Record, onde cantavam, bem novinhos, o MPB-4, Sidney Miller, Nara e tantos outros. Daí a começar a ladainha sem aparente ocaso, do tipo: "ai, não se faz músicas assim hoje em dia...", "ah..., que pena que o Sidney morreu tão cedo..., ninguém mais hoje tem essa sensibilidade", é um outro percusso.
Acredite, hoje se faz música de qualidade sem ser re-re-regravações dos mortos, e há qualidade nas músicas internacionais (para os mais sentidos, deixo claro que me regozijo escutando um monte de músicas dos mortos brasileiros).
Não só há cinema de terror por Hitchcock e outra meia dúzia, pare de ser nostálgico, tome uma kuat, e adore coisas velhas, sem abrilhantá-las tanto, a ponto de ofuscar sua visibilidade natural.

sábado, 8 de dezembro de 2007

Homenagem ao ser sem fala(o)




Continua a ceder
Bicho de forte tez
Até a morte certa
ou a tua viuvez

Eu acho que a mulher casada, melhor, geralmente as grandes mulheres, as melhores mães, esposas e profissionais têm algo em comum que de qualidade passa a ser defeito que só as prejudica e a todos ajuda, a menos que tenham pena dela, é uma característica que talvez em português nem nome tenha, e que esse versinho tenta exprimir com muita humildade. É uma qualidade-defeito, um remédio-veneno, um resolve-piora problemas. É uma espécie de pára-choque.
Tudo ela faz pra que não se alcance o alvo, para que não se consume, sua razão de viver é fazer com que se viva melhor, mesmo que seja um adiamento de uma discussão, apenas o atraso. Pelo menos passou desta vez.
Neste absorver infinito, talvez de nada reclame, contenta-se com a convivência pseudo-pacífica de todos. Aí ela relaxa, apenas para se arrepender por ter baixado a guarda e ressurgir por entre os pedacinhos de Guilherme Arantes o descontentamento logo esfriado, como quem esfria o calor com uma coka. Dorme para fazer feliz, acorda para manter feliz, sofre para anuviar o sofrimento.

Desfaço-me de Freud
Não canto mais de galo
Pois mais se dá juízo
a quem lhe falta o falo

Elogio-as no gênero
Não há o que invejar
São todas parecidas
ou como essa não há?

Espero terem entendido, desta vez não escrevi, vomitei, com bílis e tudo.

Cláudia Leite: como cantora é uma bela mulher






Bem, antes de tudo gostaria de falar de Cláudia Leite. Dizem que se você não sabe fazer algo, não critique. Eu não sei cantar, espero que ela também não saiba ler.

Tudo na vida tem limites! Eu não falo do estilo musical dela, da qualidade das letras ou se ela dança bem ou mal. Eu me refiro ao que ela diz ser, cantora. Afinal, vamos ser justos, ela nunca disse ser nem entendida de literatura nem politizada. Certa vez, por acaso (juro), eu liguei a TV e ela, ainda bem menos conhecida, estava no programa do Gugu. Ela cantou tão mal, mas tão mal, desafinou tanto, mas tanto, que (perante meus pais) eu a vi pedindo desculpas para Gugu. Essa semana ela estava em Ana Maria Braga, e mostraram uma cena dela cantando com Roberto Carlos aquela música dele, que também fez sucesso na voz dela (lá lá ... então vem que nos meus braços esse amor é uma canção, eu não consigo te esquecer ...), mas ela desafinou tanto, tanto, que eu acho que vovó achou Roberto Carlos velho, não porque ele estava acabado, mas pelo efeito das cólicas daquela mulher cantando.

Da próxima vez que vocês virem ela cantando - lembrem-se: eu não critiquei o seu rosto bonito o seu belo par de pernas, realmente são (pois quem acha Joelma do Calipso bonita deve achar Cássio honesto) - tentem só vê-la, é um belo espécime, um colírio diria. Agora, aconselho, façam que nem os marujos de Odisseu: apenas a vejam cantar. Resumindo: quando a virem, não a escutem.
Outra coisa, ela realmente deve ser muito inteligente, ter feito alguma coisa, só eu notei isso?
Por último: agora faço como Ariano Suassuna: Ela está muito se importando com o que eu acho...





quinta-feira, 22 de novembro de 2007

E agora tá falando carioca!

Por favor, leiam esta letra de música: Eu pensei em postá-la quando vovó me contou a seguinte piada: Disse que um ônibus saiu aqui de São José da Lagoa de Roça pro Rio de Janeiro, quando chegou lá em Campina Grande quebrou, mas todos os passageiros saíram chiando e falando "carioca que a força e quer ser malandro". Meu Deus, todos conhecem pessoas que passam um mês no Rio e voltam chiando, eu conheço cariocas que estão aqui desde os 4 anos de idade e nunca pararam de chiar. Será uma questão cultural? O que vocês acham? Eu acho que sim, penso que a maioria respeita mais quem não fala oxente.
Bem, alguns podem estar pensando: que assunto idiota para se tratar em um blog. Eu respondo Jackson do Pandeiro não achava isso sem importância, então, não é sem importância, vejam que músiaca bem humorada sobre um cara ridículo que passou 4 meses no Rio e voltou falando "carioca".


Filomena e Fedegoso

Composição: Jackson do Pandeiro e Elias Soares

Eu bem que sabia
Que esse cabra era ruim
Filho de filomena não devia ser assim
Filomena dá um jeito em fedegoso
Tá fanhoso parecendo uma taboca
Passou quatro mês no rio e vei simbora
E agora tá falando carioca
Jerimum ele diz que é abrobra
Macaxeira ele diz que é aipim
Arranjou mais um tal de bambolê
Pra quê? pra fazer vergonha a mim
Na maleta ele butou um clichê
Pra dizer que veio de avião
Mais eu soube que ele veio no poconé
Pois é, lá embaixo no porão
Menino, uma roupa que ele diz que é gasimira
Tá pensando que aqui só tem maluco
Ele diz que comprou no magazin
Pois sim, como vai seu vuco-vuco?


Agora me lembrei de uma história, de minha amiga Severina Abdias, que diz ter acontecido com seu irmão: Disse que ele passou uns meses lá no Rio e quando voltou viu o pai limpando o roçado com uma enxada, aí ele perguntou, como é o nome disso mesmo painho? Aí Seu Abdias calado estava, calado ficou. Isso ao meio-dia! (lá no sertão, como me lembrou minha amiga Dandara tudo o que acontece ao meio-dia é levado bem mais a sério do que em outros horários). Um tempinho mais tarde, o véi largou a enxada e o filho pisou na lâmina fazendo com que o cabo batesse em sua testa, no mesmo instante geme: Aí, essa merda dessa enxada. Seu Abdias que não perde uma, retruca: Ah, já tá chamando pelo nome?
Então aqui em casa no que depende de mim: jerimum, derradeiro, devorteio, encarnado, pra frente (no sentido de moderno), e quem me conhece diz mais! Se sou bairrista? Talvez! Também são os americanos, os franceses, os cariocas que chegaram aqui com 4 anos e falam "malandro" pra paquerar as mocinhas idiotas (lá no ccaa tem um - só não sei se ela é idiota nem ele mora aqui há 10 anos, mas ô sotaquezinho porre), e etc. Lembrem-se: vamos dividir o Brasil pro Nordeste ficar independente!
Abração a todos!

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

Voltei!

Eu acho que algumas pessoas têm sorte de simplesmente nascer com uma predileção natural de gostar do que outras bem mais inteligentes que estas dirão ser bom gosto. Eu tive esta sorte desde que me entendo por gente, quando ouço uma música que me faz encher os olhos de lágrimas, algum tempo depois descubro que ela se trata de uma música de "bom gosto". Foi assim que eu fui descobrindo que - perdoem-me se pareço prepotente ou arrogante, acho que não sou - tenho bom gosto para música. Minha amiga Raquel, um referência para mim dos que vivem ao meu redor sobre o que é bom gosto, concorda que eu gosto de coisas boas, espero que vocês - esse blog é tão pouco lido que usar "vocês", me faz parecer cada vez mais besta - gostem.


Meu Cariri
(Rosil Cavalcanti e Dilú Melo)
No meu Cariri
quando a chuva não vem
não fica lá ninguém
somente Deus ajuda
se não vier do céu
chuva que nos acuda
macambira morre
chique-chique seca
juriti se muda
Se meu Deus der um jeito
de chover todo ano
se acaba o desengano
o meu viver lá é certo
no meu Cariri
pode se ver de perto
quanta boniteza
pois a natureza
é um paraíso aberto

O eterno Rosil Cavalcanti mais uma vez acerta! Não sei se vocês sabem mas Marinês pediu para ser lembrada por sua bela interpretação desta música, Xangai e Clara Nunes também demosnstraram a beleza dela.
Assim como outras músicas que falam sobre a terra de meus antepassados, esta não foge a regra de retratá-la como um paraíso quando chove e um inferno quando seca. Apenas isto demonstra a simplicidade, de um modo geral, dos anseios de quem ali vive. Luiz Gonzaga cantava: "um pedaço de terra, uma casinha de taipa é o bastante, com uma enxada na mão a gente ganha o pão e segue avante". É um tipo diferente de capitalismo, arrisco dizer. Não é apenas uma falta de perspectiva, mas de se viver com uma humildade tão grande que os enaltece a uma condição superior, eles sabem que a diferença entre eles e os doutores é que o caixão deles é mais barato, mas a terra que os engolirá é a mesma, então se eu posso apenas ter o que comer, o que vestir, uma morena chamda Rosa e um pedaço de uma manga (espécie de serrote onde os bodes pastam), tomar umas de vez em quando no forró da casa de Gabriela e vou levando a vida de modo feliz.
Depois lembrem-me de mostrar a vocês uns dados sobre o que é considerado necessário para a vida moderna hoje e há alguns séculos atrás! Não sei se são confiáveis mas são interessantes.
Desculpem se fui meio piegas, mas só deixo (no meu coração) o meu cariri no derradeiro pau de arara! Até a próxima!

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Divagação Solitária

Enquanto escrevo besteiras que eu acho legais, neste momento, segundo dados da ONU, 2 bilhões de pessoas passam necessidade. Nós somos egoístas ou incapazes? Nos acomodamos por não poder fazer nada ou somos cruéis e no íntimo nos sentimos superiores por pelo menos agora estarmos "bem"?
Voltando às minhas besteiras: Vinícius de Moraes realmente é um poeta. Reparem nesta música:
"Tomara
Que você volte depressa
Que você não se despeça
Nunca mais do meu carinho
E chore, se arrependa
E pense muito
Que é melhor se sofrer junto
Que viver feliz sozinho
Tomara
Que a tristeza te convença
Que a saudade não compensa
E que a ausência não dá paz
E o verdadeiro amor de quem se ama
Tece a mesma antiga trama
Que não se desfaz
E a coisa mais divina
Que há no mundo
É viver cada segundo
Como nunca mais"

E aí começo minhas divagações (que como diz minha irmã, estragam a letra de Vinícius): É melhor sofrer junto ou ser feliz sozinho?
Sofrer junto, dá a idéia óbvia de que pelo menos temos outros, nem que seja para azucrinar. A solidão é terrivelmente assustadora para o homem, que desde sempre não apenas vive, mas convive - mesmo que da convivência resultem problemas. Eu imagino, que o verdadeiro teor da pergunta de Vinícius é: É possível ser feliz sozinho?
Ele continua com outra estrofe que me faz divagar: E a coisa mais divina que há no mundo é viver cada segundo como nunca mais. Será?
O que é viver cada segundo como nunca mais? É aquela filosofia carpe diem, que pode gerar idiotices sem limite? Viva como se não houvesse amanhã? Quando os poetas dizem isso percebem realmente o que estão dizendo?
Se vivêssemos num mundo onde todos penssassem 'bebamos e comamos pois amanhã morreremos' não haveria mundo.
Em minha opinião devemos viver de uma maneira correta, não podemos ser hedonistas, adoradores de nós mesmos, a felicidade não está aí. O segredo de uma vida realmente feliz é dar. A busca desenfreada de mais dinheiro, mais tempo, mais trabalho, mais isso, mais aquilo nos esgota. Realmente, há mais felicidade em dar do que em receber (Atos 20:35).
Perdoem-me se eu fui peigas e um pouco patético no dia de hoje. Mas imagino que algo que eu escrevi merece uma reflexão, espero suas divagações!